segunda-feira, 7 de julho de 2014

Regras de acentuação gráfica

Pessoal, neste link estão as regras de acentuação gráfica.  Um beijo

ACENTUAÇÃO GRÁFICA

Trabalho no laboratório de informática

Queridos, aqui estão algumas curiosidades de Português. Vocês devem pesquisar as respostas e enviá-las por e-mail (samine369@gmail.com). Um beijo

1. "A selfie" ou "o selfie"? Por quê?
2. Como surgiu a cedilha?
3. Qual a utilidade do dicionário, além de mostrar o significado das palavras?
4. Quantas palavras perderam o acento com a Nova Ortografia?
5. Qual a maior palavra da língua portuguesa? E o que ela significa?
6. Assobiar ou assiviar?
7. Quando surgiram os sinais de pontuação?
8. Quebrou "o óculos" ou "quebrou os óculos"? Por quê?
9. É correto dizer que o peixe tem muito espinho? Por quê?
10. Ficou contente "por causa que" ninguém se feriu. Está correta a expressão estre aspas? Se você acha que não, reescreva a frase corretamente.

Obs.: não esqueçam de colocar nome no trabalho!

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Uso das aspas

O uso das aspas serve, principalmente, para grifar (=destacar) parte do texto estranha à pessoa que está escrevendo. Assim,

1. Serve-se do uso das aspas para indicar textos de autoria alheia:
Como dizia Castilho: "batalham cristãos e mouros".

2. Também ocorre o uso das aspas para indicar que uma palavra está sendo tomada fora de seu sentido usual:
Como era considerado o "xerife" da família, todos fingiam ouvi-lo.

3. O uso das aspas indica, também, termos de gíria e palavras estrangeiras:
O "cara" levou uma "porrada".
Esse é seu "slogan".

4. Enfim, o uso das aspas pode ocorrer sempre que se desejar pôr em evidência qualquer palavra, expressão ou frase; como também, pode-se substituir o uso das aspas pelo grifo em itálico:
Comprei duas "Istoé", ontem. / Comprei duas Istoé, ontem.
O seu discurso foi uma "barbaridade daquelas". / O seu discurso foi umabarbaridade daquelas.
Depois que se formou em direito, ele se sente mais importante quando está "travestido de doutô" com seu terno marrom. / Depois que se formou em direito, ele se sente mais importante quando está travestido de doutô com seu terno marrom.


Tipos de discurso

Queridos, deem uma olhadinha neste link, pois explica super bem os tipos de discurso.

http://www.infoescola.com/redacao/tipos-de-discurso/

Tipologia textual

Sequências textuais

Uma sequência textual é o conjunto de elementos (palavras) que possibilita que um texto tenha características narrativas, descritivas, argumentativas e/ou injuntivas. Desse modo, as sequências podem determinar se o texto será predominantemente do tipo narrativo, descritivo, argumentativo ou injuntivo.
             1.    Sequência narrativa
A sequência narrativa é construída basicamente de verbos que expressam ação e encadeiam causas e consequências, revelando a interação de elementos (personagens, por exemplo) para a realização de fatos.
 Observe o texto:
Como tratar o inimigo
 Um soldado no Iraque recebeu uma carta da sua namorada, que dizia o seguinte: “…Querido John: Não podemos continuar com esta relação.
A distância que nos separa é demasiado longa.
Tenho que admitir que tenho sido infiel já por várias vezes desde que te foste embora. Acredito que, nem tu nem eu merecemos isto!
Portanto, penso que é melhor acabarmos tudo! Por favor, manda de volta a foto minha que te enviei. Com Amor, Mary”.
O soldado John, muito magoado, pediu a todos os seus colegas que lhe emprestassem fotos das suas namoradas, irmãs, amigas, primas, etc… Juntamente com a foto de Mary colocou, todas as outras fotos que conseguiu recolher com seus colegas, em um envelope. Na carta que enviou à Mary estavam 87 fotos juntamente com uma nota que dizia:
“Querida Mary:
Isso acontece. Peço desculpas, mas não consigo me lembrar quem tu és ! Por favor, procura a tua foto no envelope e me envia, de volta, as restantes! Com carinho, com muito, muito amor… John”.
 MORAL DA HISTÓRIA: Mesmo derrotado… Saiba arrasar o inimigo!!!!!
 Notamos que um elemento primeiro (a carta) se une a outros elementos (namorado, ambiente etc.) e gera a consequência (resposta do soldado), o que possibilita agrupar esse texto dentro do tipo narrativo, pois é predominante a sequência narrativa.
              2.    Sequência descritiva
 A sequência descritiva, por sua vez, também pode possuir elementos como a sequência narrativa, tendo como marca de distinção a não interação desses elementos para a realização de fatos.
 Leia:
 Enquanto a casa pegava fogo, um bebê chorava no quarto dos fundos e dois garotos brincavam de bola na rua em frente.
Nesse período, percebemos a presença de verbos de ação (pegava, chorava, brincavam) em uso com os demais elementos de uma narrativa (personagens, tempo, espaço), porém, cada elemento permanece em seu lugar, não apresentando uma interação que gere consequências; o que temos é um panorama de uma situação, lembrando até mesmo uma pintura impressionista.
Note a diferença quando se toma os mesmos elementos, mas constrói-se uma sequência narrativa:
Enquanto a casa pegava fogo, um bebê chorava no quarto dos fundo, alertando, assim, os dois meninos que brincavam de bola na rua em frente.
 Sem precisar dar continuidade ao enredo, é possível constatar que, a partir do momento que o choro é percebido pelos dois garotos, uma reação em cadeia ocorrerá: os meninos, preocupados ao notarem uma casa pegando fogo e uma criança chorando, procurarão, de alguma maneira, solucionar o problema, representando assim uma interação entre elementos e possíveis consequências para os fatos. Eis a distinção entre um panorama de uma situação (sequência descritiva) e a interação de elementos para a realização de fatos (sequência narrativa).
              3.    Sequência argumentativa
 Para um texto ser caracterizado como argumentativo, é necessário a predominância da disposição lógica de indícios, suposições, deduções e opiniões que busquem respaldar uma verdade potencial. Portanto, necessário um conjunto de sequências argumentativas.
 Acompanhe o fragmento de um texto:
 “Pensando bem, em tudo o que a gente vê, e vivencia, e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente. Existe uma pessoa que, se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada. Porque a pessoa certa faz tudo certinho. Chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas, mas nem sempre a gente está precisando das coisas certas. Aí é a hora de procurar a pessoa errada.” (adap.: Luis Fernando Veríssimo)
 Por mais que existam sequências descritivas que caracterizem a pessoa certa no fragmento acima, estas sequências são utilizadas para justificar (respaldar) uma ideia que o autor do texto julga ser verdadeira: “Pensando bem, em tudo o que a gente vê, e vivencia, e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente.” Assim, sem perder o valor adjetivo que as expressões dispostas na sequência descritiva possuem, passam, em conjunto, a valerem como indícios e opiniões que justificarão com o desenvolvimento textual o juízo de valor do autor.
              4.    Sequência injuntiva
 Comum em manuais de aparelhos eletrônicos e em receitas culinárias, a sequência injuntiva prioriza a presença de verbos no imperativo com o intuito de orientar o leitor, por meio de comandos, na realização de tarefas.
Acompanhando o áudio até o fim, compreende-se que todos os dados apresentados comandam o ouvinte durante a produção de um bolo, declarando sempre como cada elemento (ingredientes) deve ser utilizado e em que ordem deve ser acrescentado.
A sequência injuntiva também pode ser utilizada para, em um conjunto textual como o poema, transmitir um pensamento, uma opinião. Veja:

Nesse poema de Décio Pignatari, notamos como ele vê o consumo de um produto da indústria internacional. Sem utilizar-se de sequência argumentativa, expõe o repúdio que tem pelo produto, grafado com letra minúscula.
 Dado o exposto, podemos perceber que as sequências textuais são de fundamental importância para a produção de textos, e que elas podem proporcionar a caracterização de um espaço, o relato de um acontecimento, a divulgação de uma opinião e o encaminhamento de uma atividade, mesmo que sejam utilizadas em contextos diferentes dos quais podemos encontrá-las e expressem ideias para além do seu usual, como é apresentado no exemplo final (sequências injuntivas que funcionam como divulgadoras de uma opinião implícita).